Perfil

Nasceu em 21 de março de 1964, em uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Aos cinco anos, seus pais se mudam para Mato Grosso e, depois, para Rondônia.(...)
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Vale a pena

Arquivo de outubro de 2013

Um raio X do ensino superior no Brasil

Para iniciar, cumpre perquerir: é possível comparar instituições públicas de ensino superior com instituições particulares? A pergunta parece simples, mas para respondê-la é preciso avaliar inúmeros aspectos e perspectivas relacionadas.

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Por que condenar as privatizações?

Francis Fukuyama, em suas variadas obras, mostra que as instituições importam para o desenvolvimento econômico. A ausência de instituições eficientes dificulta o crescimento econômico dos países. Adam Przeworski, no brilhante texto “As instituições são causa primordial do desenvolvimento econômico?”, tece argumentos quanto à relação simétrica entre instituições meritocráticas e desenvolvimento econômico. Para o autor, não é possível identificar se é o desenvolvimento econômico que possibilita a existência de instituições meritórias ou se a relação é inversa.

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Mais uma vez, ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio 2013 está se aproximando. E com ele, inúmeras expectativas sobre a organização, conteúdo, aplicação e correção das provas. Se antes ele era apenas uma prova para medir o conhecimento dos estudantes e não tinha um valor agregado, já que o vestibular era o método tradicional de conquistar uma vaga nas universidades e faculdades do país, desde 2009 tudo mudou.

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A aliança Eduardo e Marina

A corrida presidencial brasileira começa, definitivamente, a tomar rumo. Se a atual presidenta, Dilma Rousseff, será a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) a reeleição, as outras legendas importantes do país começam a articular suas coligações e seus candidatos. Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) é o nome mais provável do partido, que anunciou recentemente a filiação da ex-senadora, Marina Silva.

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Clientelismo educacional

A atividade política é republicana e os costumes políticos são republicanos quando os atores buscam o bem comum. O predomínio do bem comum na prática política contribui para que bens públicos sejam ofertados com eficiência e qualidade para a população. O estado é uma organização formada por variadas instituições, as quais são compostas por indivíduos que têm a função de distribuir bens públicos para a sociedade. Neste caso, se encaixam perfeitamente como exemplos, a educação, saúde e segurança pública.

Max Weber ao refletir sobre a prática científica sugeriu que cientistas não devem confundir o “deve ser” com o “que é”. O “deve ser” significa o desejo que alguém tem, por exemplo: “eu desejo que os costumes dos atores políticos presentes na República brasileira visem, exclusivamente, o bem comum”. Por outro lado, o “que é” representa a realidade: “os costumes dos atores políticos presentes na República brasileira não visam, exclusivamente, o bem comum”.

Observamos que no Brasil a atividade política nem sempre é republicana e, por consequência, os bens públicos não são ofertados pelas instituições com eficiência e qualidade. Com isto, as instituições não são, por vezes, instrumentos que promovem o bem comum como prática costumeira na sociedade. Esta nossa constatação não advém do achismo, mas de eventos presentes na realidade.

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo do dia 07/10/2013, um em cada cinco diretores de escolas públicas é alçado ao cargo por políticos. Dos 56.911 diretores das redes estaduais e municipais, 12.413 foram definidos por indicação política. O maior índice deste tipo de ação foi encontrado no estado de Santa Catarina, 62,8% do total das indicações.

Chefes do Poder Executivo têm condições de cobrar desempenho eficiente dos diretores de escola que são indicados por políticos? Esta é a pergunta chave. A indicação política é espécie de clientelismo, os parlamentares e vereadores sugerem nomes ao Poder Executivo e este tem o livre arbítrio de nomear ou não. O critério para a nomeação pode ser vários, desde a competência técnica para o exercício do cargo, a capacidade política para a conquista de votos para o seu indicado/padrinho.

O Brasil sofre constante processo de transformação socioeconômica. Mas, os recentes dados do PNAD revelam que a taxa de analfabetismo parou de cair. Neste caso, uma tendência de queda foi interrompida. Então, indagamos: qual é a razão desta interrupção? Diretores de escolas indicados por políticos contribuíram para a interrupção? Por outro lado, um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que a oferta de mão de obra qualificada aumentou. Dai, questionamos: será que a indicação política dos diretores de escolas contribui para o fortalecimento de tal fenômeno meritório?

O mérito, em qualquer atividade, deve ser o critério fundamental que orienta as decisões dos gestores. O clientelismo educacional caracterizado pela indicação de diretores de escolas públicas por parte do estado renega o mérito e não contribui para que a educação, a qual é bem público, seja ofertada a milhões de jovens brasileiros com qualidade. É tarefa árdua incentivar a prática do bem comum na sociedade sem a oferta de educação com qualidade.

Distante das melhores

Nenhuma instituição de ensino superior brasileira está no ranking das 200 melhores universidades mundiais. Este foi o resultado do Ranking Mundial de Universidades 2013-2014, divulgado pela consultoria britânica Times Higher Education (THE). Não menos surpreendente, dos 30 primeiros lugares, 22 são de universidades americanas.

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O discurso de Dilma na ONU

Discursos têm caráter eleitoral, eles são propriamente o ato eleitoral. Aliás, atores políticos devem falar para os eleitores. Aqueles que desprezam os eleitores em seus discursos correm o risco de perdê-los ou de não conquistá-los. Os atores políticos ao discursarem não devem perder a oportunidade de consolidar a sua imagem entre os eleitores e enviar mensagens emblemáticas para eles. Os discursos não podem ser desconectados da realidade.

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