Perfil

Nasceu em 21 de março de 1964, em uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Aos cinco anos, seus pais se mudam para Mato Grosso e, depois, para Rondônia.(...)
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Vale a pena

Arquivo de junho de 2009

Perguntas sem Respostas

Por: Felipe Liberal – Professor de História e Cientista Político.

Talvez o mundo realmente não tenha jeito. Talvez seja impossível, o possível. É muito difícil lutar contra verdades tão mentirosas e brigar por mentiras tão verdadeiras. Tenho tantas perguntas sem respostas, que me chamariam de louco caso as fizesse. Mas vou fazê-las.

Aqui vão algumas perguntas que não têm resposta. Não tentem respondê-las, pois correm o risco de serem desacreditados pelas pessoas mais próximas, sua comida aparecer envenenada após uma visita repentina ou a morte puxar você pelos cabelos para o silêncio eterno.

- Por que a Coca-cola é tão poderosa a ponto de demitir Jesus Cristo e contratar o Papai Noel para protagonista da festa de Natal?

- Por que os Estados Unidos podem produzir bombas atômicas e a Coréia do Norte e Irã não podem?

- Por que todo mundo diz que Hugo Chávez e Evo Morales não são democráticos, se em 2001 os EUA elegeram o candidato que chegou em segundo lugar? (Bush teve 328.696 votos a menos que Al Gore) A democracia não é o governo da maioria?

- Por que se chama de América apenas um país de todo o continente americano?

- Por que os EUA falam de paz, enquanto vendem mais de 50% das armas de todas as guerras?

- Por que o Conselho de Segurança da ONU é formado pelos cinco países que mais produzem armas no planeta?

- Por que o Ministério da Guerra nos Estados unidos se chama Secretaria de Defesa, num país que nunca foi invadido por ninguém?

- Por que a Arábia Saudita (que proíbe os partidos políticos; decapita e mutila seus prisioneiros ao estilo Talibã e não permite que as mulheres dirijam automóveis e nem viajem sem a permissão do marido ou do pai) pertence à Comissão de Direitos Humanos das Nações unidas?

- Por que esta mesma Arábia Saudita não está incluída na lista do Eixo do Mal dos estadunidenses? Será que é porque compra, a cada dia, 10 milhões de dólares em armas aos EUA?

- Por que dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nenhum acontece na prática em nenhum país do mundo?

- Por que ninguém sabe que Obama atacou o Afeganistão em maio de 2009 e morreram 150 pessoas que não tinham nada a ver com isso?

- Por que ninguém comenta que Obama e a GM (que virou estatal nos EUA) está tirando dinheiro dos fundos de pensão (cerca de seis bilhões de dólares) dos trabalhadores nas fábricas, para pagar as dívidas com os bancos JPMorgan e Citibank?

Bom, talvez eu seja lúcido demais para não entender nada do que escrevi ou bastante louco para tentar decifrar esses enigmas.

Poder público e ordem pública

É importante debatermos a segurança pública bem como os problemas de ordem pública que nos afligem. Nesse contexto, é importante registrar que a ausência de ordem pública em nossa cidade é um problema que nos preocupa e muito. Espaços urbanos sendo ocupados por atividades informais. Carros estacionados em locais proibidos. Estes são apenas alguns exemplos de fatores que proporcionam a desordem pública. É claro que discutir o comércio informal talvez seja inoportuno neste momento, diante do fato de que o crescimento econômico brasileiro não consegue, ainda, gerar oportunidades econômicas para considerável número de indivíduos. Além disto, deve-se considerar também que em virtude do baixo nível de escolaridade do cidadão brasileiro, muitos deles não têm a qualificação adequada para aproveitar as oportunidades econômicas que estão sendo geradas por diversos pólos de desenvolvimentos, como por exemplo o Complexo de Suape. Porém, não pode se admitir que a atividade informal desorganize o espaço urbano. Ela não deve, inclusive, impedir que os indivíduos possam circular pelos espaços públicos. Os graves engarrafamentos no trânsito constituem outro grande problema. Por que não respeitar as leis de trânsito? Estacionar em locais proibidos ou o simples ato de parar para outrem descer pode dificultar a circulação de veículos. Entretanto, isso não é um problema apenas do Recife. As capitais brasileiras sofrem com excesso de veículos e com o déficit de transporte público. Soma-se a isto, o desrespeito as leis de trânsito, trazendo como conseqüência a desordem no trânsito. Na nossa ótica, cremos que a ordem pública pode ser estabelecida de duas maneiras: mudança do comportamento dos indivíduos. E a intervenção do poder público na desordem estabelecida. As instituições podem colaborar em muito no particular, notificando às autoridades acerca das atitudes ilícitas dos indivíduos com o intuito de mudar seus comportamentos. A manutenção da ordem pública é dever não só do estado, mas, também, de todos nós. Devemos procurar criar ambientes adequados para a convivência social e o exercício das liberdades individuais e da cidadania.

ADMINISTRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – II

A quarta falsa premissa afirma: “A administração é uma ‘ciência” ou pelo menos uma “disciplina”, ao que ele contesta, afirmando: “a administração terá de ser considerada tanto uma ‘ciência’ como uma “humanidade”. A falsa se baseia em duas proposições. A primeira é a de que a administração é tão independente de valores culturais e crenças individuais quanto as operações elementares da aritmética, as leis da física ou as tabelas de tensão dos engenheiros. A outra, a de que toda administração está sendo executada dentro de um único ambiente nacional e implantada numa única cultura nacional; esta circunstância a um único código jurídico e é parte de uma única economia nacional. Eram tão óbvias para Taylor, nos Estados Unidos, quanto para Fayol, na França. Mas, para ele, mesmo que haja instrumentos e técnicas de administração; haja teorias e princípios de administração e talvez uma disciplina universal de administração ou ainda uma função genérica mundial que chamamos de administração – que tente a mesma finalidade em toda parte e qualquer sociedade desenvolvida -, a administração também é uma cultura e um sistema de valores e crenças. Também é o meio pelo qual uma determinada sociedade torna produtivos seus próprios valores e crenças. A administração pode muito bem ser considerada a ponte entre uma civilização que se está tornando rapidamente mundial e uma cultura que manifesta tradições, valores, crenças e patrimônios divergentes. A administração precisa tornar-se o instrumento pela qual a diversidade cultural possa atender às finalidades comuns da humanidade. Como ciência da humanidade, a administração é tanto um enunciado de verificações que podem ser postas à prova e confirma objetivamente como um sistema de crenças e experiências.
Por fim e mais uma vez Peter Drucker inverte o enunciado, para a quinta premissa – “a administração é resultado do desenvolvimento econômico”- e afirma: “ o desenvolvimento econômico e social resulta da administração”.
A primeira premissa sustenta que a administração é resultado e não causa; um atendimento de necessidades e não uma criadora de oportunidades. Peter Drucker afirma: pode-se dizer, sem muito exagero de simplificação, que não existem países subdesenvolvidos. Existem apenas países subadministrados. O Japão de cem anos atrás era um país subdesenvolvido por todas as medidas materiais. Mas muito rapidamente constituiu uma administração de grande competência e, na verdade, excelente. No prazo de 25 anos, o Japão da Era do Meidji se havia tornado uma país desenvolvido, aliás, em alguns aspectos, tais como a alfabetização, o mais altamente desenvolvido de todos os países. Toda a nossa experiência em desenvolvimento econômico prova que a administração é o principal propulsor e que o desenvolvimento é uma conseqüência.
Que lições podemos extrair deste mestre já falecido da Graduate School of Busines Administration da Universidade de Nova York? Para nós as premissas segundo a quais “as instituições, inclusive as dos negócios, são responsáveis pela qualidade de vida” e que “a administração terá de ser considerada tanto uma ciência como uma humanidade”.
No tocante à primeira premissa, inclui ele as instituições de ensino no contexto da responsabilidade com a vida humana. É o que temos tentado fazer na Faculdade Maurício de Nassau, sem falsa modéstia, ao articular o processo de ensino e de aprendizagem aos projetos de pesquisa e à produção acadêmica devidamente conectados com as comunidades carentes, a fim de melhorar a qualidade de vida daqueles que as habitam.
Ao elevar a administração à categoria de uma humanidade recomenda que se preservem os valores culturais e as tradições, uma vez que, “sem funcionar o patrimônio cultural específico de um povo, não pode ocorrer o desenvolvimento social e econômico”. Neste aspecto, inúmeros são os projetos voltados para a preservação, a valorização e o desenvolvimento da nossa arte e da nossa cultura implementados pela Faculdade Maurício de Nassau. Um exemplo, para ilustrar essa minha exposição: o Instituto do Frevo que vem recebendo aplausos dos estudiosos, da crítica e, sobretudo, dos que fazem o carnaval. Temos realizado permanentemente uma série de entrevistas, debates, encontros e registros de toda historiografia e memória do carnaval de Pernambuco, instituição idealizada e dirigida pelo nosso professor e Superintendente Acadêmico, Dr. Inácio Feitosa.
Já para os especialistas no assunto, arrisco-me a identificar aquilo que há de mais fascinante no discurso de Peter Drucker. A importância dada às teorias organizacionais comparadas às grandes descobertas científicas do século XX e, sobretudo, o contexto da administração elevada a uma dimensão cultural, enquanto sistemas de crenças e de valores.
Neste aspecto ele é contundente: “A administração pode muito bem ser considerada a ponte entre uma civilização que se está tornando rapidamente mundial e uma cultura que manifesta tradições valores, crenças e patrimônios divergentes”.
E para nós, o que encontrar nas lições deste mestre: “O desenvolvimento econômico resulta da administração”.
Vejam que lição para todos nós! Não podemos esquecer o legado das teorias da administração e das suas proposições atuais, desde que elejam, como premissa, a valorização das tradições culturais de uma sociedade de um povo. Por fim, um ponto de convergência entre os nossos objetivos: “O que é administração e o que os administradores fazem tornar-se-ão, portanto, – e apropriadamente – cada vez mais uma questão de interesse público e não um assunto reservado aos ‘peritos’. A administração se preocupará cada vez mais com a manifestação de crenças e valores básicos tanto quanto com a consecução de resultados mensuráveis. Defenderá cada vez mais a qualidade da vida de uma sociedade tanto quanto seu padrão de vida”.

ADMINISTRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – I

Nenhuma profissão vinculada às chamadas ciências sociais ou culturais conhece tão bem a palavra desafio. E esse conhecer tem uma raiz marcadamente histórica. É que a sociedade capitalista engendrada no alvorecer do século XIX, através do Estado Liberal, surgiu e cresceu de forma desordenada. Filosofia Liberal e Economia Política deram sustentação a esse novo modelo de Estado e de Sociedade. Muito embora se possa encontrar nos estudos de Adam Smith os primeiros passos rumo à teoria organizacional, o fato é que, como afirmara o grande civilista francês Goerges Ripert, “o direito civil não conhece a empresa, mas só o proprietário”.
Como as teorias políticas, econômicas e jurídicas não apontavam para uma teorização específica – a da empresa -, sobretudo porque não cuidavam das suas engrenagens internas, das vicissitudes ou dos fracassos ocasionados pelas chamadas “crises cíclicas” introduzidos pela sociedade industrial, apareceu, na primeira metade do século XIX, aquilo que passou a se chamar de “Administração Científica”.
O binômio Fordismo/Taylorismo desencadeia uma nova era para compreensão da empresa, em sua totalidade. Mesmo que as versões epistemológicas que apareceram nessa época remontem à Economia Política clássica, ao positivismo comteano e, sobretudo, às concepções teóricas formuladas por Max Webber, a chamada era da “Administração Científica” floresceu sob o signo do Racionalismo Instrumental a serviço da produção capitalista surgida no Século XIX. Daí por diante não se parou mais de se formular pesquisas, produções acadêmicas e práticas organizacionais que legaram ao mundo empresarial e a todas as organizações privadas e públicas um avanço extraordinário nos critérios de sociabilidade, eficiência e qualidade, não somente para o mundo dos negócios, como também para o mundo da vida.
Não caberia a mim, nesta escrito, revolver a evolução histórica do pensamento organizativo ou seus principais paradigmas. Muito menos, a dinâmica organizativa e as últimas tendências da teoria organizacional. Mas, uma breve leitura de um dos gurus deste ramo da ciência humana me chamou a atenção, mesmo não sendo eu um especialista no assunto. Trata-se de um texto magnífico escrito na década de oitenta do século passado, por Peter Drucker, com o título O Novo Papel da Administração ou Management’s New Role.
Começa ele lembrando que a administração hoje apresenta novas teorias e novas práticas, que exigem dos administradores mudanças em seu comportamento, uma vez que as premissas mais importantes nas quais tanto a teoria como a prática da administração se têm baseado nestes últimos cinqüenta anos estão se tornando rapidamente inadequadas.
Muito embora registre a obsolescência e inadequação dessas supostas verdades, já que estaria havendo uma considerável mudança na real função do administrador, admite ele que a “administração tem sido a atividade vitoriosa por excelência nestes últimos cinqüenta anos – mais até do que a ciência.”
Passa, então, a apontar as cinco premissas que constituiriam os alicerces da teoria e da prática da administração no último meio século e que estariam relacionadas ao alcance, à tarefa, à posição e à natureza da administração.
A primeira falsa premissa estaria vinculada ao enunciado: “somente a empresa tem ‘responsabilidade social”. Sendo a empresa uma instituição totalmente excepcional e, como tal, as verdadeiras organizações, somente a elas cabe este papel. Os hospitais e as universidades, por exemplo, não são de forma alguma considerados “organizações”, porque não se lhes atribui atividade econômica. Para se contrapor a este enunciado, apresenta ele um outro: “Todas as instituições, inclusive as dos negócios, são responsáveis pela ‘qualidade de vida’”. Para ele todas as instituições terão de fazer com que o atendimento de valores, crenças e propósitos sociais básicos sejam um importante objetivo de suas atividades contínuas e não responsabilidade social que restringe ou se situa fora de suas funções fundamentais.
A segunda falsa premissa, afirma: “o espírito de empreendimento e a inovação ficam fora do alcance da administração”. Através dela, aparece, como princípio primordial e talvez única da administração, mobilizar as energias da organização comercial para a execução de tarefas conhecidas e definidas. Mesmo que tenha sido uma necessidade e uma imposição que envolveu o desenvolvimento, bem como a grande e complexa organização que se dirigia a produção e a distribuição. Mas, o abandono quase que total do espírito de empreendimento respondia a um momento histórico preocupado com a continuidade do desenvolvimento tecnológico e empresarial e que exigia mais adaptação do que inovação, mas capacidade para fazer melhor do que coragem para fazer de maneira diferente. Aí, Peter Drucker inverte o enunciado: “A inovação empresarial se tornará o núcleo e o cerne da administração”. Preconizava, à época, que a inovação empresarial será futuramente tão importante para a administração quanto o é atualmente a própria função administrativa; deverá ser cada vez mais executada nas e pelas instituições existentes e não mais será possível, portanto, considerá-la situada fora da administração ou mesmo em sua periferia.
A terceira falsa premissa informa que “cabe à administração tornar produtivo o trabalhador manual”. O trabalhador manual visto como um recurso, como um fator de custo e como um problema social e individual. Torná-lo produtivo sempre foi a maior realização da administração. Isso, sem dúvida, dizia ele, formou a base da opulência dos países desenvolvidos até a época presente, porque aumentou a produtividade do trabalho manual. O pioneirismo de Taylor se deve em grande parte ao desenvolvimento e o desempenho econômico do Japão, da Europa Ocidental e dos Estados Unidos. O autor, prognosticando a chegada das novas tecnologias, mais uma vez, inverte o enunciado: “cabe à administração tornar o conhecimento mais produtivo”. “Uma coisa está clara: tornando-se o conhecimento produtivo, provocar-se-ão, na estrutura de cargos, nas carreiras e nas organizações, mudanças tão drásticas como as que resultaram, na fábrica, da aplicação da administração científica ao trabalho manual. A ordem de serviço será, sobretudo, de ter drasticamente modificada, para permitir que o trabalhador mental se torne produtivo. Pois está absolutamente patente que o conhecimento só pode ser produtivo se o trabalhador verificar quem ele próprio é, qual tipo de trabalho que lhe é mais indicado e como ele trabalha melhor”.

A Importância da doação de órgãos

Ato, processo ou efeito de doar alguma coisa. Esse é o significado da palavra doação presente no Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Quando pensamos em vida associamos, entre tantas coisas, à doação de sangue e de órgãos. Este ato representa continuidade e renascimento para muitos cidadãos que aguardam em fila por um transplante de órgão ou que necessitam de transfusão de sangue em unidades de tratamento intensivo por motivos de doença ou acidentes de trânsito. Mas, quando se trata da doação, ainda encontramos cidadãos apreensivos em doar.

A confirmação se deu através de pesquisa intitulada Saúde, Vida e Valores, divulgada em maio pelo Instituto Maurício de Nassau, entidade mantida pelo Grupo Universitário Maurício de Nassau. Mais de 800 pessoas foram entrevistadas e, desse volume, 95% se mostrou a favor da doação de sangue. Porém, quando questionados se já haviam doado sangue, apenas 30,1% responderam sim. E somente 10,4% doaram para pessoas conhecidas. Quando perguntados sobre quem pretende doar sangue, 23% afirmaram com veemência que não. Para a doação de órgãos e tecidos, as chances dos receptores aumentam quando a família, mesmo abatida em enfrentar a perda brusca de um ente querido, manifesta o desejo do parente, que em vida, optou por ser um doador. O acréscimo em doações está nos dados da Central de Transplantes de Pernambuco, que apontam para um aumento de 600% no número de doações, no período de 1995 a 2008.

Esse aumento é fruto do desenvolvimento de campanhas, a exemplo da ação realizada pela Faculdade Maurício de Nassau, que lançou campanha para sensibilizar 30 mil alunos com o objetivo de conscientizá-los sobre a importância de se mostrar ainda em vida o desejo de doar órgãos. Documentos foram distribuídos para os alunos que consultaram suas famílias e expressaram o desejo de serem doadores de órgãos e tecidos para fins de transplantes. A mesma pesquisa do Instituto Maurício de Nassau também ouviu a população acerca da doação de órgãos. Neste caso, 84% expressaram o desejo de doar, porém, quando perguntados 54,9% disse que não é doador de órgãos. Essa postura precisa ser quebrada e substituída por participação espontânea, que independa de campanhas educativas e sensibilizadoras.

O estoque do banco de sangue da Fundação Hemope necessita de reposições diárias para devolver esperança a pacientes que aguardam por doação. Todo cidadão pode ligar para o número: 0800-811535 e fazer um ato de cidadania e solidariedade. O incentivo para esse gesto voluntário pode ser feito por você para os seus familiares e amigos. Salve a vida de quem deposita esperanças nesta atitude.

Os benefícios da Copa do Mundo

Torci para que o Brasil fosse escolhido sede da Copa do Mundo. Torci muito. Torci por Pernambuco. Torci não só por amar o futebol e idolatrar a seleção brasileira, mas, também, por acreditar que a realização da Copa do Mundo é uma oportunidade para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Quando a economia se desenvolve, a sociedade transforma os seus costumes. A qualidade de vida melhora. O Brasil, e em particular Pernambuco, deve aproveitar a oportunidade que a FIFA concedeu. A imagem do Brasil, desde a sua escolha para ser sede da Copa do Mundo, está em jogo. Não podemos, setor empresarial e dirigentes públicos, decepcionar o mundo e o próprio povo brasileiro. O empresariado precisa fazer a sua parte. No caso, oferecer o apoio necessário ao País, e, no nosso caso, ao estado de Pernambuco.

No investimento em infra-estrutura as parcerias público-privada precisam ser colocadas em prática. O empresário deve usar o seu espírito empreendedor para buscar e aproveitar as oportunidades que o evento proporciona. O setor produtivo brasileiro não deve ter receio em investir em estradas, educação, transporte, habitação, hotelaria e em outros setores. Contudo, o empresariado precisa do apoio estatal. O estado deve ser parceiro em diversos investimentos, como em obras de infra-estrutura. O incentivo fiscal deve existir. O poder estatal também deve proporcionar segurança e condições necessárias para o empresariado investir.

O cuidado especial com a segurança pública é condição sine qua non para o sucesso do evento e a formatação externa de uma boa imagem do país e de nosso estado. Os investimentos nesta área precisam ser implementados imediatamente. Não é recomendado aos dirigentes públicos a atuação tardia, como a contratação de policiais apenas às vésperas do inicio da Copa do Mundo. Investimentos em ações preventivas e em inteligência policial devem ocorrer imediatamente.

Melhorar as condições da saúde pública brasileira é outro desafio. Não podemos aguardar 2013. As ações precisam ser iniciadas o mais rápido possível. A realização da Copa do Mundo no Brasil é uma oportunidade única para o desenvolvimento de nosso país, de nosso estado e de nosso povo.