Arquivo de Jul de 2011
A locomotiva do desenvolvimento
Maior pólo de atração de investimentos no Nordeste, o Complexo Portuário de Suape é vitrine para o bom momento econômico vivido pelo Brasil. Mas a sustentabilidade desse crescimento depende dos investimentos infraestruturais. Sobre isso, uma boa notícia para alimentar nosso otimismo: a Transnordestina Logística S.A anunciou investimento de R$ 170 milhões em um pátio de cargas no Cabo de Santo Agostinho, para transbordo de minério e grãos. A Ferrovia Transnordestina terá 1.728 quilômetros de extensão, partindo do Sul do Piauí em direção ao Sertão de Pernambuco, com dois ramais: em direção a Suape e em direção ao Porto de Pecém, no Ceará. Utilizar ferrovias é uma forma mais barata e eficiente de escoar produção, com um custo operacional e de manutenção menor comparado ao transporte rodoviário.
Educação profissional e desenvolvimento econômico
Investir em educação é promover o desenvolvimento integral da sociedade. Essa é uma daquelas sentenças que já viraram clichê de tão repetidas, mas que devem ser sempre reforçadas até soar como um mantra na mente de nossos gestores públicos. Apesar de nosso potencial de crescimento econômico, enfrentamos o obstáculo da falta de mão-de-obra qualificada. O assunto tem sido um tema recorrente em meus escritos. Diante da demanda de obras estruturadoras, a educação profissional é a prioridade e o Governo parece estar ciente disso. Dilma Rousseff iniciou seu mandato anunciando o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que prevê o financiamento de cursos profissionalizantes de nível médio para estudantes de famílias de baixa renda. Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos anunciou ontem a criação da primeira Escola Técnica Estadual (ETE) no Cabo de Santo Agostinho, município que abriga o Complexo Portuário de Suape. Até o próximo ano está prevista a criação de 11 escolas técnicas estaduais em Pernambuco. São iniciativas que revelam que Brasil parece finalmente estar deixando de ser o “país do futuro” para virar o “país do presente”.
Por uma cultura de inovação
Enquanto na Coréia do Sul um de cada quatro formandos é engenheiro, no Brasil a relação é de um a cada 50. Para tentar mudar esse cenário e alavancar os projetos estruturadores que garantirão a efetividade no desenvolvimento de nosso País, o Governo federal lançou esta semana o Programa Ciência sem Fronteiras, para a concessão de bolsas de estudos de graduação e pós-graduação no exterior para 75 mil estudantes, principalmente na área de exatas. Terão prioridade cursos de engenharia, petróleo, gás, biotecnologia, tecnologia aeroespacial, tecnologia nuclear, computação e tecnologia da informação. Com a iniciativa, nossos talentos poderão estudar nas 50 melhores universidades do mundo. Através de recursos do Capes e do CNPq, serão investidos R$ 3,1 bilhões no projeto, que pode ficar ainda mais robusto se conseguir o apoio da iniciativa privada, fomentando a oferta de mais bolsas. Nas principais potências do mundo, o investimento das empresas em pesquisa e desenvolvimento costuma ser maior do que o do Estado. Nos Estados Unidos, por exemplo, a iniciativa privada investe um valor correspondente a 1,86% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 0,74% do governo. Esperamos que o “Ciência sem Fronteiras” venha para semear uma cultura de inovação no Brasil.
A tolerância diante das diferenças
Noruega, sexta-feira, 22 de julho de 2011. O cidadão Andes Behring Breivik detonou um potente carro-bomba no edifício do Ministério do Petróleo e Energia, no centro de Oslo, capital do país. Pouco depois, o mesmo, disfarçado de policial, atirou contra os jovens que estavam no local durante uma hora e meia e ainda explodiu bombas. Saldo: mais de 90 mortos. Objetivo do rapaz: mudar a sociedade através de uma revolução. Leia mais… »