Perfil

Nasceu em 21 de março de 1964, em uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Aos cinco anos, seus pais se mudam para Mato Grosso e, depois, para Rondônia.(...)
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Vale a pena

Arquivo de novembro de 2011

Detentos custam mais que estudantes

A desigualdade entre o investimento público destinado ao sistema carcerário e a educação brasileira chega a ser paradoxal. Um país que tem o discurso de educar para garantir o futuro – como é caso do Brasil – investe anualmente apenas R$15 (quinze mil reais) por aluno no ensino superior e cerca de R$2.5 (dois mil e quinhentos reais) por aluno no ensino básico, enquanto que, paradoxalmente, gasta R$40(quarenta mil reais) para manter um preso no sistema carcerário federal. Ou seja, investe-se quase três vezes mais com um detento em um sistema penitenciário precário e superlotado que com um universitário, e seis vezes mais que com um aluno do ensino básico, cabeças encarregadas de garantir o futuro do Brasil. Por outro lado, a conta é ainda mais absurda nos municípios, onde são gastos anualmente R$2.3 (dois mil e trezentos reais) com alunos do ensino médio e R$21 (vinte e um mil reais), com os detentos dos presídios estaduais.
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O Brasil em mutações

A ciência sociológica não despreza as mutações sociais. Sociedades mudam. Tal como os filósofos Platão, Comte, Lamarck e Darwin, há sociólogos atentos às mudanças. Enquanto Platão reagiu às mudanças, tentando sustá-las, os cientistas de hoje tentam prevê-las e, claro, colocá-las sob o controle racional. E isto configura uma tentativa de “domesticá-las”. É que elas ainda não isentam receios. Sobretudo, em suas relações com as instituições.
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As crises econômicas e a nova realidade

Existe na atualidade o consenso em torno dos seguintes adágios populares: crises econômicas possibilitam a insatisfação dos eleitores e geram crises políticas. A situação econômica de um município, estado ou país norteia a opinião pública a escolher determinados candidatos. No jogo eleitoral, os temas econômicos predominam em todas as discussões, independentemente das classes sociais. Os fatos recentes mostram que estes adágios são extremamente verdadeiros.
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O crescimento populacional e a sociedade do consumo

Sustentabilidade. Tem se discutido largamente acerca deste assunto nas indústrias e grandes corporações. Atrelada a ele está, também, a cobrança por ações de responsabilidade social. Mas o que poucos percebem é que estes dois assuntos estão diretamente ligados ao crescimento populacional. Com efeito, é importante registrar que a mobilidade social e o aumento do poder aquisitivo alimentam a sociedade do consumo, que por sua vez mantém a rotatividade na compra e descarte de produtos. Com os valores e tendências cada vez mais efêmeros a sociedade atual compra e se livra de suas “tralhas”, cada vez mais rápido. No mundo onde hoje habitam 7 Bilhões de pessoas, o futuro pode estar fadado ao lixo e a poluição, se não forem tomadas medidas preventivas.
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A morte do cinegrafista e o tráfico de drogas

O problema do tráfico de drogas no Rio de Janeiro é histórico. Em fraldas de bebê, em imagens de Nossa Senhora Aparecida, em papai-noel ou até dentro do corpo humano a droga insiste vencer fronteiras. As obras antropológicas de Luís Eduardo Soares e Alba Zaluar revelam que o desenvolvimento do tráfico no estado está vinculado aos agentes estatais. A conclusão inexorável do estudo é que o tráfico só cresce em decorrência da contribuição dos agentes público – o que é paradoxal.
Ora com assistencialismos ( pagamento de enterros, compra de remédios, cestas básicas, tijolos para construção de casas populares ) aos da comunidade, ora com “arregos”, ou seja, extorsões para agentes públicos do baixo ou alto escalão, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico de drogas na Rocinha (RJ), preso no último dia 4 de dezembro, declara para a Polícia Federal que metade de seu faturamento, cerca de R$ 100 milhões por ano, era repassado para os “arregos”, sobretudo. Para Zaluar, essas ações espúrias permitem “o aumento da criminalidade violenta”.
Mais de 800 bilhões de dólares é o que o mercado no planeta tem movimentado. Seja no varejo, seja no atacado, não falta consumidor. Pelo menos 146 países integram o tráfico. Entre os países da América do Sul, o Brasil é expressivo com uma população já superior a 6,7 milhões de usuários de drogas. As regiões sudeste e sul do nosso país superam índices estatísticos. Dos 11 milhões de usuários de heroína no mundo, mais de 600 mil são brasileiros. Maceió é a capital mais violenta do Brasil – 107,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, surge Recife, com 85,2 . Apesar de o Rio de Janeiro estar em 20º lugar, temo-lo com 31 mortes por 100 mil habitantes, conforme dados do Estado de São Paulo. E, claro, o tráfico de drogas responde expressivamente por esses números. Grupos de extermínio costumam atuar.
Há, neste imenso país, uma cartografia urbana dividida em duas zonas: as selvagens e as civilizadas. Aquelas são as hobesianas; estas são as de contrato social, ou seja, vivem sob a comum ameaça dos selvagens. Por conseguinte, mostram-se estas últimas como castelos neofeudais, enclaves fortificados que tipificam as novas formas de segregação urbana. E o tráfico de drogas quebra essa blindagem. E desarmoniza a família. E desordena vidas. E causa mortes. Não faltar com os “arregos” é potencializar toda essa criminalidade.
E todo mundo ganha, sobretudo jovens desprovidos de oportunidades de emprego e renda. Equiparações econômicas e até mesmo superações a classes privilegiadas legalmente viabilizam em curto prazo o consumo de roupas de marcas, carros importados e inclusões em grupos sociais das capitais, permitindo integrar-se a modismos urbanos.
Mas no meio do caminho há Beltrames. Há Beltrames no meio do caminho. Apesar das ações meritórias do secretário de defesa, variadas áreas do Rio de Janeiro continuam dominadas pelo tráfico e também por milícias. As milícias representam mais um problema para o Rio de janeiro, já que elas são formadas por agentes do estado e, assim como o tráfico, exercem poder coercitivo e despótico junto aos moradores de áreas pobres.
E a imprensa, engatilhada com suas câmeras, documenta tudo – ou quase tudo. As evidências de imagens reais não negam os números acima. Jornalistas disparam diariamente fotos, vídeos que desagradam muitos soldados de líderes criminosos do tráfico. Mas, do outro lado, engatilhando fuzil, levaram ao chão, na zona Oeste do Rio, recentemente, o cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos da Silva. Às vésperas da Copa do Mundo, e próximo das olimpíadas, o Brasil precisa discutir profundamente estas questões de extrema importância para o Brasil no afã de pôr termo a estes problemas vergonhosos à luz da opinião pública mundial. Enquanto isso, câmeras se mantêm na linha de tiro, insistindo em dizer que há necessidades nas ruas, nas avenidas, nos morros, em eventos, em projetos, nas vidas urbanas que precisam ser atendidas, nem que para isso algemas recaiam sobre os que portam suas chaves. O que não falta, é, de fato, uma câmera atenta para fazer o registro disso. Não falta, mesmo. Tê-la-emos, insistentemente.

O Brasil precisa do Enem

O cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE) foi assunto esta semana no cenário educacional do país. A decisão foi do Ministério da Educação (MEC) e levantou novamente a polêmica sobre a credibilidade dos testes. No entanto, o que está em jogo não é apenas um exame aplicado nas escolas, mas um sistema que pode melhorar, e muito, a educação básica no Brasil, além de se tornar o caminho mais curto para a democratização do acesso ao ensino superior.
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“Para ser grande o Brasil precisa investir forte em Educação”

O Brasil, nos últimos anos, devido ao bom desempenho da economia, viu o crescimento do poder de compra da população e o surgimento de uma nova classe média. Mas esses avanços ainda não se converteram em um desenvolvimento educacional da população, cujo tempo médio de escolaridade ainda é de 7,4 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o país sofre um apagão na mão-de-obra em diversos setores em virtude da falta de qualificação profissional. Para o fundador e acionista controlador do Grupo Ser Educacional, Janguiê Diniz, que englobam as Faculdades Maurício de Nassau, Joaquim Nabuco, Fabac e Colégio BJ, só por meio da educação é que o Brasil dará o salto em desenvolvimento. Ele cita o próprio exemplo para mostrar que só com conhecimento é que se pode atingir metas e realizar sonhos. Nasceu num sítio em Santana dos Garrotes, na Paraíba. Foi engraxate, vendedor de picolé até tornar-se, por meio de concursos públicos, mestre e doutor em direito, professor da UFPE, juiz e procurador do Trabalho, e fundar, em 2003, com a Faculdade Maurício de Nassau o Grupo Ser Educacional. Hoje a instituição está presente em seis estados do Nordeste – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe e Alagoas, reunindo cerca de 40 mil alunos e 4 mil funcionários. Nesta entrevista ele revela o que fazer para melhorar a educação no Brasil e conta sobre os novos investimentos do Grupo Ser Educacional.
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7 bilhões no mundo e muitos desafios

Agora somos sete bilhões de habitantes em todo o planeta. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, nasceu nesta semana a criança que levou o mundo a esta marca populacional. Mas o que significa exatamente termos tanta gente habitando o espaço terrestre? Significa que é preciso pensar nos desafios e na qualidade de vida da população, que até 2050 deve atingir a marca dos 9 bilhões, e no final deste século deverá ultrapassar os 10 Bi. Saneamento básico, moradia, emprego, previdência, e planejamento familiar e, principalmente, alimentos básicos são alguns aspectos que devem receber um olhar mais crítico das autoridades mundiais.
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Os frutos chineses

Recentemente, Pernambuco marcou presença no país que mais cresce no mundo, a China. Com uma economia em ascensão e uma população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China recebeu em outubro um grupo de empresários e parlamentares pernambucanos dispostos a fazer bons negócios com o país asiático. Apesar da missão não ter batido martelo de nenhum grande negócio, as expectativas são muito positivas.
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Homens públicos

Os homens que participam da gestão dos estados republicanos podem ser considerados públicos. Entretanto, homens públicos não são só estes. Existem os verdadeiros homens públicos que, embora não integrem a gestão estatal, reconstroem a sua própria existência em torno de dimensões simbólicas – mesmo sem a intenção de fazê-lo, às vezes. São os artistas, políticos, figuras religiosas, escritores, empresários, intelectuais que, enraizados inicialmente em sua própria bio-história pessoal ( seja o carácter, a estrutura pulsional, o temperamento), são levados a expandir-se, a renovar-se por meio de processos de simbolização que o fazem participar na totalidade do mundo midiático. O mundo, de fato, dissolve-se em formas de expressão.
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