A urgência das reformas administrativas
Diminuir gastos com o funcionalismo e garantir a autonomia nas universidades públicas através de financiamento privado. A rejeição a estas propostas paralisa a terra da liberdade, igualdade e fraternidade. Em uma nação onde o serviço público é uma marca cultural, com 5,1 milhões funcionários para atender uma população de 63,7 milhões, com serviços de altíssima qualidade, onde praticamente não existem hospitais e faculdades da iniciativa privada, é compreensível a mobilização popular na França contra qualquer projeto que venha a alterar o status quo. Já no Brasil, onde, ao contrário do país de Nicolas Sarkozy, as repartições estão longe de oferecer serviços a contento, apesar das altas cifras investidas, reformas administrativas se fazem urgentes. Mas aqui do outro lado do Atlântico a resistência também é do governo, que anda de braços dados com os sindicatos e demais grupos encastelados nas autarquias públicas.
