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Nasceu em 21 de março de 1964, em uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Aos cinco anos, seus pais se mudam para Mato Grosso e, depois, para Rondônia.(...)
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Uma sociedade cada vez mais consumista

Vivemos em uma sociedade baseada no consumo, influenciada pelo marketing das empresas. Como o Brasil está em pleno desenvolvimento, nada mais normal do que o mercado oferecer uma quantidade maior de ofertas em relação à demanda. Em uma fase onde esta ocorrendo um amplo desenvolvimento industrial, e por via de conseqüência, econômico, tornou-se mais difícil vender do que fabricar produtos. A partir daí, surgiram as estratégias de marketing, na grande maioria sedutoras, como a facilidade de crédito, para impulsionar o número de vendas.

Não devemos confundir o consumo com o consumismo. Consumo significa adquirir bens e produtos para satisfazer reais necessidades. Comprar roupas, por exemplo, é uma necessidade porque precisamos nos vestir para vivermos numa sociedade que não aceita a nudez, ou porque vivemos em uma sociedade extremamente vaidosa. O consumismo, por outro lado, é o ato, ou hábito, de adquirir produtos, na maioria das vezes, supérfluos e de maneira muitas vezes compulsiva.

Ampliando o quadro de considerações, asseveramos que recentemente foi divulgado uma pesquisa que coloca os jovens de classe C pernambucana como os principais consumidores de serviços de telefonia, tanto na modalidade de telefonia fixa quanto móvel. Eles ocupam cerca de 25% desse mercado. Esses dados não seriam preocupantes se não fosse o fato desses mesmos jovens representarem a maior taxa de inadimplência do setor: quase 29%, pasmem!

Com efeito, possuir carro do ano, notebook de última geração, TV Full HD e outros itens supérfluos para alguns, necessários para outros, não é mais um privilégio para os ricos. Muitas famílias podem ter tudo isso graças à vasta oferta de crédito existente no mercado. O problema grave está no acúmulo das dívidas, que acabam comprometendo mais da metade da renda familiar, gerando o que os especialistas chamam de “superendividamento”.

Registre-se que o acesso ao crédito é essencial para a vida socioeconômica e o impedimento causado pela privação do mesmo (a inclusão do nome na lista do Serviço de Proteção ao Crédito, SPC e no SERASA) pode trazer muitos transtornos, basta saber que não é possível assumir cargos públicos quando se tem o “nome sujo” no mercado.

Outrossim, o problema da sociedade consumista brasileira está diretamente ligada, na maioria das vezes, ao (des)controle financeiro individual. A título ilustrativo, frisamos que no Recife, os homens com idade entre 31 e 40 anos e renda mensal de até 2 salários mínimos, representam o maior número de devedores, com 50,6%. Mas, em 2010, esses dados já foram ocupados pelas mulheres. De forma geral, as causas da inadimplência não mudam muito em razão da renda, faixa etária e sexo. A maioria dos inadimplentes assume a posição depois que perdem o emprego.

À guisa de arremate, sublinhamos que a melhor saída para evitar o endividamento é deixar de ser consumista. Uma outra ferramenta importantíssima consiste no controle dos gastos da família. Elaboração de planilhas com gastos fixos e com anotação das parcelas de financiamento já feitas, etc. No caso de já existir a dívida, o melhor é renegociar os valores juntos aos credores na tentativa de congelar ou diminuir os juros. O mais importante é lembrar que se já existem dívidas, não se deve criar novas até a quitação das mesmas, além de ser necessário economizar em outros pontos, como lazer e gastos supérfluos, para, enfim, viver sem dores de cabeça.

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