Arquivo de Set de 2011
É possível a mudança institucional no Brasil?
Os eventos que estão ocorrendo no governo Dilma nos fazem questionar: é possível a mudança institucional no Brasil? Esta indagação deve ser feita em virtude de que os escândalos de corrupção no âmbito da relação Executivo e Legislativo são costumeiros na República brasileira.
A mudança institucional representa o surgimento de novas práticas institucionais e, até, o surgimento de novas instituições. As instituições são formadas por indivíduos. Eles, dentro das instituições, agem, fazem escolhas e tomam decisões. Em razão disto, as instituições criam caráter, identidade. Leia mais… »
Muito além da banda larga
O Brasil quer se preparar para o grande número de turistas que estarão em solo verde-amarelo em 2014. No tocante ao acesso à web, estima-se que o volume de visitantes que terão interesse ao uso da internet seja grande. É preciso investir neste segmento. Esta semana, a presidente Dilma Rousseff anunciou que injetará pelo menos R$ 200 milhões em 12 cidades-sede voltados para a telefonia móvel. Boa iniciativa. Mas a conversa é antiga, pouco se avançou, e o Brasil tem pressa. Leia mais… »
Baixa escolaridade ameaça desenvolvimento econômico
Uma pesquisa do Instituto Maurício de Nassau revelou que a falta de qualificação de mão-de-obra no Pólo de Confecções em Santa Cruz do Capibaribe pode ameaçar o desenvolvimento econômico da região. Apenas 2,7% dos empresários do setor concluíram um curso superior. Pior ainda é a falta de importância que dão à educação: 76,4% dos entrevistados acreditam que não é necessário qualificação para crescer no mercado. Opinião equivocada. Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado esta semana comprova que investir em formação superior no Brasil resulta em um aumento de 156% nos rendimentos, o mais alto índice entre os 30 países pesquisados.
Enem: escolas públicas são as piores
O MEC acaba de divulgar o resultado por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, para nenhuma surpresa, as instituições públicas foram as que obtiveram pior desempenho. Dos estabelecimentos com nota inferior a média nacional (551,21 pontos), 96% são públicos. O governo justifica o resultado alegando que muitas vezes o baixo desempenho não está relacionado às condições da escola, como estrutura e qualidade dos professores, mas ao seu entorno, às condições socioeconômicas das famílias, comparando uma escola em uma região de classe média com uma escola na periferia ou zona rural. O argumento não é válido para eximir a responsabilidade dos professores, muito menos a (falta) de estrutura dos estabelecimentos de ensino. Jogar a responsabilidade para “as condições socioeconômicas” exime menos ainda a responsabilidade do Estado. Educação deve ser pensada de forma holística e cabe aos nossos representantes promover melhorias sociais e econômicas.