Quem disse que não sabemos votar?

12/07/2010 11:08

Pelé ficou famoso por sua genialidade com as bolas nos pés. E quase tão famoso pela infelicidade de suas declarações. Talvez, a mais famosa delas tenha sido a frase: “brasileiro não sabe votar”. Foi dita nos anos 70, ao ser questionado sobre a decisão dos governos militares de suspender eleições diretas para cargos do Executivo. Eram outros tempos. Vivíamos sob regime de exceção. A Imprensa estava amordaçada, os movimentos políticos e estudantis reprimidos, enfim todas as garantias constitucionais suspensas. A realidade é que diante dos fatos vividos na política brasileira, após a volta da democracia, temos que admitir que muitas pessoas ainda pensam como o Pelé.

Mas o eleitor brasileiro de hoje é diferente do eleitor daquela época. Não só porque a situação política do País mudou, mas porque ele é mais informado e experimentado. Tem mais prática. Um eleitor de apenas 25 anos pode ter votado mais de 20 vezes se considerarmos primeiro e segundo turno e dois plebiscitos, um sobre posse de armas e outro sobre forma de governo. Um eleitor com 42 anos pode ter votado 60 vezes. Leia mais…»

Os grandes entraves do Brasil

09/07/2010 10:27

O receio pelo retorno da inflação volta a preocupar os brasileiros. A alta carga tributária e os custos financeiros também assustam, mas, apesar de estes serem temas que atormentam o País, não são os que temos de mais grave hoje. A dívida interna e os juros altos, estes sim são o grande problema brasileiro. Um problema que nos acompanha há muitos anos e, ao invés de ser resolvido ou ao menos controlado, cresce a cada segundo.

Somente com pagamento de juros da dívida pública interna nos últimos doze meses foram R$ 179 bilhões, ou cerca de 5,42% do nosso PIB (Produto Interno Bruto). O valor é quase quatro vezes maior do que a capacidade de investimento do Governo Federal. Como a dívida é atrelada a Selic, a taxa básica de juros, cada 1% a mais na Selic significa um incremento de quase R$ 20 bilhões de pagamento do serviço da dívida interna. E, para agravar a situação, a Selic parece ter entrado em uma tendência de alta, o que torna o problema ainda maior. Segundo o Banco Central, a pretensão é de elevar a taxa em aproximadamente 3% durante o ano e pelo menos metade disso já aconteceu neste primeiro semestre. Leia mais…»

O que poderia ter sido evitado

01/07/2010 15:32

A tragédia que tomou conta dos estados de Pernambuco e Alagoas, deixando centenas de famílias desabrigadas devido às chuvas que caíram este mês, deixou um saldo que ultrapassa os prejuízos financeiros. A preocupação é com a omissão do governo. Hoje milhares de brasileiros dão exemplo de solidariedade, mas se há um fato triste nesta história é saber que as enchentes que atingiram os municípios poderiam ter sido evitadas.

Pelo Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, do Ministério da Integração Nacional, estava previsto o investimento em áreas de risco, a exemplo de drenagem, contenção e canalização de rios e córregos. No entanto, foram injetados apenas 14% dos R$ 508,3 milhões que deveriam ser utilizados para esta finalidade este ano. Ou seja, não foi por falta de dinheiro que a tragédia aconteceu, mas por falta de aplicação desses recursos.

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Uma decisão repleta de intenções

21/06/2010 11:50

A usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, nunca esteve em tanta evidência. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União o aviso da homologação e da adjudicação do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, realizado em abril. A licitação foi validada com 15 dias de antecedência e a assinatura do contrato de concessão da hidrelétrica também deve ser antecipada para julho ou agosto.

De acordo com o cronograma inicial, o contrato seria assinado somente em setembro deste ano. Mas o governo tem pressa. A aprovação do resultado do leilão da usina foi precipitada e – talvez mais que isso – eleitoreira. O presidente Lula e sua candidata à presidência, Dilma Rousseff, têm visitado bastante a região, e a antecipação do cronograma pode vir a justificar tanto comparecimento.

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