Placebos da Educação

Mais um placebo da educação brasileira. O governo de Pernambuco anunciou esta semana um Programa de Aceleração dos Estudos, que visa reduzir a repetência e a defasagem de série. Com a iniciativa, 14 mil alunos da rede pública poderão concluir o Ensino Médio em 15 meses. Como instrumento propaganda, trata-se de um tiro certeiro, pois em pouco tempo a staff do governo poderá se gabar do aumento no número de concluintes da Educação Básica durante a atual gestão. No entanto, os dados podem maquiar uma realidade preocupante: a qualidade do ensino oferecido aos alunos com esta metodologia compacta e a competitividade dos participantes do programa se comparado com os estudantes que concluem o Ensino Médio no sistema tradicional, em relação ao ingresso no mercado de trabalho e na dança das cadeiras dos vestibulares. Para tentar resolver o problema da defasagem em seu cerne, as ações governamentais deveriam ser voltadas a identificar e buscar soluções para as dificuldades de aprendizado que ocasionam na repetência dos estudantes, bem como os motivos da evasão. Mas iniciativas deste tipo demandam tempo e a obtenção de um resultado pode atravessar governos, sendo cria de muitas mães. Acaba por ser um filho renegado.

Uma Resposta para “Placebos da Educação”

  • Ricardo Andrade:

    Concordo plenamente.A forma apressada desse programa, inviabiliza qualquer tentativa de se garantir um mínimo de qualidade no processo de ensino-aprendizagem, em relação aos alunos que estão fora da faixa normal de estudo. O governo poderá comemorar num primeiro instante, mas a médio e longo prazo, as perdas são maiores que a sensação de um avanço.

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