Exame da OAB

Dos 18.229 bacharéis em direito que fizeram a primeira fase do 132º exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo, apenas 5.547 vão receber carteira de advogado, segundo divulgou a instituição recentemente. Em valores percentuais, significa que nada menos que 69,6% dos candidatos foram reprovados na avaliação, o que os exclui do exercício da profissão de advogado. Uma análise superficial desses números indicaria o que a imprensa, em geral, vem alardeando: mais um terrível vexame de nossos novos graduados de direito. Mas não é tão simples assim. Não é segredo que o Exame de Ordem está longe de avaliar corretamente a qualidade do ensino jurídico brasileiro. Com nível de exigência que extrapola a proposta curricular das graduações de Direito, o teste serve como mais um instrumento de reserva de mercado. Indiretamente, também reforça a antiga intenção da OAB de abocanhar uma atribuição que, constitucionalmente, cabe unicamente ao Ministério da Educação (MEC). A Ordem quer bater o martelo também sobre a autorização ou não dos cursos jurídicos. Felizmente, episódios tão recentes quanto a divulgação desses resultados vão de encontro a essa pretensão. Dias antes, a OAB emitiu parecer desfavorável a 19 dos 20 novos cursos de direito que foram autorizados, em várias regiões do país, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. No final da tarde seguinte, o MEC divulgou uma nota oficial em que explica a manutenção dos cursos que tiveram parecer contrário do Conselho Federal da OAB. No documento, o ministério afirma que “não abre mão de seu protagonismo nem tampouco de sua competência decisória nestes processos”. Ponto para o MEC, mas quem ganha é a sociedade.

9 Respostas para “Exame da OAB”

  • Cíntia:

    O Exame de Ordem é muito importante, devido à irresponsável crescente quantidade de faculdades de direito que estão sendo autorizadas pelo MEC, sem se preocupar com a qualidade dos cursos. A reprovação desses alunos é a prova cabal do quanto o exame é importante. Sou totalmente a favor do Exame de Ordem! Não à mercantilização do ensino jurídico!

  • Rafael:

    Bom.. primeiramente gostaria de dizer que o exame de ordem nao mede conhecimento de ninguem, a cintia por um lado tem razão ao dizer que \\

  • Dr. Janguiê Diniz:

    De forma alguma, creio eu, ser a axpansão dos cursos de Direito o responsável pela enxurrada de bacharelando no mercado jurídico sem qualificação jurídico-profissional. Para mim, não me importa a quantidade de formando no mercado. Tem de haver. O mais importante mesmo é que a OAB se encarregue de fazer uma limpeza geral, distinguindo quem é quem para enfrentar o mercado da vida jurídica. Guio-me até hoje pelo conselho de um grande jurista que foi fazer seu doutorado na Faculdade de Lisboa. Quando a mesa examinadora chamou mais de 100 anos para orientá-los sobre os procedimentos do curso, disse-lhes categoricamente: \\\\

  • Alexandre Costa:

    Acho importante que a OAB possa exercer um papel fiscalizador nos processos do MEC de autorização para abertura de cursos jurídicos.
    Entendo que há sempre um risco, num país como o nosso, das influências políticas prejudicarem os bons critérios dessas autorizações.
    O ensino superior privado tem sido um grande negócio no Brasil e é importante que haja muita vigilância sobre essas empresas, para que não distorçam o seu objetivo. afinal de contas elas são responsáveis pela boa formação dos operadores do direito no país.

  • Janaína:

    Tenho certeza que o exame de ordem é muito importante, principalmente para diferenciar o “jôio do trigo”. Vejo todos os dias pessoas terminarem uma faculdade de Direito completamente despreparadas sabe lá como (nós sabemos claro!) chegaram até a conclusão do curso. As faculdades que admitem esse tipo de aluno em sua dependência e colabora p que o mesmo conclua o curso sem mérito algum, pode até obter retorno financeiro mas não impõe respeito e não consolida-se no mercado.

  • Adam:

    O exame da ordem é importante para selecionar profissionais de qualidade. O grande número de cursos de direito e bacharéis faz necessário.
    o Exame da ordem fica funcionando como o filtro uma espécie de controle de qualidade que atualmente não vem funcionando.
    Afinal que faz o curso é a instituição e o aluno. Pois, o aluno responde por culpa solidaria junto a instituição.
    Agora e inevitavel falar que esta havendo a mercantilização dos cursos.

  • É alarmante ver um resultado catastrófico como esse. Aí eu me pergunto: O que faz alguém 5 anos da sua vida dizendo-se estudar para ser reprovado mais tarde no exame da ordem?

    É! Cada um que coloque seu ponto de vista aqui. Quanto ao meu, lendo essa recente notícia, primeiro analiso o aluno que decide passar uma vida dentro de uma universidade tem a obrigação de querer aprender e que tenha em mente o que quer da sua vida. Mas a ordem não irá claro, analisar isso, ela quer o resultado só de aprovado. Concordo com o que Dr.° Jaguie disse acima: A ordem está muito longe de saber avaliar de forma qualitativa os conhecimentos do “futuros advogados”.

    Muito embora, tenho tantas opniões quanto a isso, que me reservo a ficar por aqui, porém, sabendo que quem faz o curso sou eu aluna junto com minha instituição. A OAB só irá me dá uma credencial para exercer o que aprendi em sala de aula (muito embora deixe algumas vezes a desejar para nós alunos).

  • karla kristhina:

    Acho o exame da ordem uma verdadeira peneira para os estudantes que acham que são os maiorais por fazerem o curso de Direito e na verdade, não pegam em nenhum livro todo o curso….passam não sei como….tenho uma prova viva disso na minha sala, um aluno mal vai assistir aula e já chegou no oitavo período, imagine esse cidadão como advogado.
    obg!!!!!!

  • Trajano:

    Os números,infelizmente, mostram uma realidade “teórica” pois, na prática, o que o exame de ordem (OAB) faz é uma regulagem de mercado.

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