Perfil

Nasceu em 21 de março de 1964, em uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Aos cinco anos, seus pais se mudam para Mato Grosso e, depois, para Rondônia.(...)
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Histórico

Crack: um caminho sem volta

O que leva um indivíduo a se tornar um viciado em drogas? Essa é a pergunta que muitos fazem e que ainda continua sem uma resposta aceitável. O consumo de crack no Brasil se tornou uma epidemia e a cada dia aumenta o número de pessoas que se tornam usuárias e vítimas desse mal.

O fato é que o consumo dessa droga se tornou uma epidemia e o rápido poder viciante a deixou absolutamente fora do controle das autoridades e das famílias brasileiras. Mesmo com todas as políticas de prevenção, de tratamento e de repressão realizadas pelos Governos, tudo ainda é pouco eficiente e a sociedade acompanha, diariamente, os efeitos devastadores da droga, com a exposição de famílias que chegam aos hospitais sem saber o que fazer com os seus entes viciados.

Faz-se necessário entender que as políticas de combate às drogas são resultado da falta de investimento em educação. Por muitas vezes já falamos que um país que não investe em educação, terá que investir em segurança pública e em combate as drogas num futuro próximo. Ademais, quando não se previne o uso das drogas através do combate firme e contínuo ao tráfico de drogas, não estamos combatendo o consumo. Infelizmente esta é uma realidade no Brasil. Quando um traficante é preso, ele continua comandando o tráfico de dentro das cadeias, mesmo estas sendo de segurança máxima.

É triste ter que falar que sabemos pouco sobre o crack. Não há antídoto ou dados suficientes para lidarmos com esta substância. A falta de formação adequada para lidar com os viciados é apenas um dos empecilhos para o enfrentamento adequado da epidemia. A realidade é que não possuímos um modelo de procedimentos a ser adotado para tratar os usuários de crack e isso dificulta a recuperação dos dependentes do país.

É mister dizer que a internação compulsória de usuários de crack, pode não tirar ninguém do vício, mas é preciso lembrar que os viciados já não possuem discernimento para decidir sobre sua própria vida. Além disso, a participação da sociedade através do reconhecimento da importância do combate ao crack e outras drogas ilícitas é de extrema importância.

No início de 2013 o Governo Federal liberou uma verba de R$ 738 milhões para o combate ao crack. Desse montante, R$ 611,2 milhões foram para o Ministério da Saúde, R$ 112,7 milhões para o Ministério da Justiça e R$ 14,6 milhões para o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Uma verba liberada para combater algo ainda desconhecido, já que não existe sequer um perfil dos usuários da droga no Brasil.

Caro leitor, prezada leitora. Para vencer crack, é preciso combater tráfico e tratar dependentes. O elevado grau de dependência faz com que os usuários gastem muito dinheiro para manter o vício e seus efeitos são sentidos em minutos e também passam em minutos, provocando graves problemas neurológicos nos usuários assíduos. Reconhecer que o viciado tem uma doença é o primeiro passo para se livrar do problema.

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