A velha retórica das cotas

No momento em que tramitam no Supremo Tribunal Federal Ações Diretas de Inconstitucionalidade sobre a adoção das políticas de cotas, o Senado aprovou esta semana um projeto que institui que 50% das vagas em escolas técnicas e federais sejam destinadas a estudantes de escolas públicas. De acordo com a proposta, as vagas deverão ser divididas seguindo a proporção de brancos, negros e indígenas do estado onde a instituição estiver localizada. Os defensores das cotas sustentam o discurso na retórica da reparação do erro histórico, mas para um observador mais atento o sistema se revela nada mais do que um modo de camuflar a incapacidade governamental de promover melhorias no Ensino Básico, para possibilitar igualdade de condições para o ingresso no Ensino Superior.

2 Respostas para “A velha retórica das cotas”

  • Janaína:

    Sem educação de base não se chega a lugar algum. Dar mais oportunidades para que o jovem carente entre em uma universidade não diminuirá sua deficiência anterior. Qual o grau de qualidade e eficiência terão nossos profissionais? Não adianta tapar o sol com a peneira minha gente! cotas serviriam se agissem de forma paliativa concomitantemente a maiores investimentos e “acompanhamento”na educação de base.

  • Olá, Janguiê!
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